"O idioma é a única porta para o infinito, mas infelizmente está oculto sob montanhas de cinza."
Talvez essa frase de Guimarães Rosa fosse suficiente para dizer grande parte daquilo que gostaria sobre a língua, porém não me basta. E se não me basta, vou dizer mais. Prefiro caminhar entre letras e números para ver se encontro o que quero. Angústia de um caminho labiríntico e solitário.
Nos limites do meu conhecimento, coube aos gregos a tentativa de buscar e de querer entender o que é o homem em si. Essencialmente. Problema que perturba muitos até hoje - inclusive a mim. Presumir uma essência permite que seja buscado o mínimo fundamento humano que, sob o meu ponto de vista, se encontra na palavra.
Nascemos e vivemos no mundo do discurso. Discurso nosso e discurso do outro. Um mundo em que a interpretação é possível e, na maioria das vezes, inevitável. Nascemos no mundo da palavra do outro. Antes de nascermos, a maioria de nós já tinha uma história, ainda que não concretizada na dimensão temporal e narrada (verbalmente) por alguém. Somos verbos em potência quando nascemos. Paradoxo. Somos paradoxo. Somos palavras que quando ditas não retornam para a boca de quem as proferiu sem que tenham afetado alguém de um modo qualquer.
Somos, também, comunicação. Somos trabalho conjunto. Aquilo que escrevo pode não ser o mesmo que você lê. O diálogo escrita- leitura permite que a obra tenha um valor maior, para além da pequenez de quem lê e pequenez maior de quem escreve. Através da palavra podemos (vi)ver um mundo, desde que ela nos liberte. Não nos prenda. Conhecer um idioma representa a possibilidade de nos fazermos outros. Conhecer outra língua permite que eu compreenda melhor a beleza daquilo que eu falo em idioma materno e que consiga me mobilizar e ver que o sentido está para além do expresso. Permite me exprimir de um modo que não poderia com palavras daquilo que é meu.
Somente a palavra poderá levar a conhecer o que realmente somos, já que "a linguagem e a vida são uma coisa só. Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive." Escrevo tentando encontrar a razão das coisas. Escrevo buscando o infinito.
Escrevo para me livrar da emoção.
Talvez essa frase de Guimarães Rosa fosse suficiente para dizer grande parte daquilo que gostaria sobre a língua, porém não me basta. E se não me basta, vou dizer mais. Prefiro caminhar entre letras e números para ver se encontro o que quero. Angústia de um caminho labiríntico e solitário.
Nos limites do meu conhecimento, coube aos gregos a tentativa de buscar e de querer entender o que é o homem em si. Essencialmente. Problema que perturba muitos até hoje - inclusive a mim. Presumir uma essência permite que seja buscado o mínimo fundamento humano que, sob o meu ponto de vista, se encontra na palavra.
Nascemos e vivemos no mundo do discurso. Discurso nosso e discurso do outro. Um mundo em que a interpretação é possível e, na maioria das vezes, inevitável. Nascemos no mundo da palavra do outro. Antes de nascermos, a maioria de nós já tinha uma história, ainda que não concretizada na dimensão temporal e narrada (verbalmente) por alguém. Somos verbos em potência quando nascemos. Paradoxo. Somos paradoxo. Somos palavras que quando ditas não retornam para a boca de quem as proferiu sem que tenham afetado alguém de um modo qualquer.
Somos, também, comunicação. Somos trabalho conjunto. Aquilo que escrevo pode não ser o mesmo que você lê. O diálogo escrita- leitura permite que a obra tenha um valor maior, para além da pequenez de quem lê e pequenez maior de quem escreve. Através da palavra podemos (vi)ver um mundo, desde que ela nos liberte. Não nos prenda. Conhecer um idioma representa a possibilidade de nos fazermos outros. Conhecer outra língua permite que eu compreenda melhor a beleza daquilo que eu falo em idioma materno e que consiga me mobilizar e ver que o sentido está para além do expresso. Permite me exprimir de um modo que não poderia com palavras daquilo que é meu.
Somente a palavra poderá levar a conhecer o que realmente somos, já que "a linguagem e a vida são uma coisa só. Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive." Escrevo tentando encontrar a razão das coisas. Escrevo buscando o infinito.
Escrevo para me livrar da emoção.
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