sábado, 3 de outubro de 2009

Pensamentos entrecortados

“Vou acordar para o tempo, para o tempo parar
Um passo para trás? Por que será?
Vou pensar.”

Ando aéreo. Ar. O vento. Tempo de viver. Mais do que antes. Viver.


Refletir não é algo simples (pelo menos quando eu tento), pressupõe trabalho e dedicação pessoal e deve partir da nossa realidade. Realidade que não é algo unicamente material - há algo para além do material que é nosso - mas quando os dias estão quentes se torna muito difícil pensar, de verdade, sobre alguma coisa. Olhar o mundo com os olhos tentados de elucidação. Na tentativa de apontar algo para si ou para os outros.
Mais uma vez venho falar do tempo. Algo que tem me incomodado, me provocado no sentido em que nem sempre é fácil suportar o que ele traz consigo. É preciso saber (aprender) a lidar com aquilo que a História nos entrega. Às vezes, pensamos - ou melhor, penso - que a História é algo maior do que aquilo que sou; que não tenho opção ou controle sobre as coisas e sua realidade no tempo. Historicidade. E ela á maior do que minha pequenez, realmente; mas nada impede a existência da possibilidade de (re) construção pessoal.

Percebo que fazemos muitas coisas porque a maioria faz e não perguntamos se são importantes para nós e quando fazemos aquilo que realmente desejamos corremos o risco da incompreensão. Paradoxalmente, o que parecia real já não me é tão real assim e aquilo que concretamente não foi real, surge com uma possibilidade. Impossível.

Dias quentes. Céu incrivelmente azul. Gosto de vida. Azul.

Hope os the other side of History.

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